.:Disclaimer:.

Diário pessoal de uma professora recém-formada e admitida. Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de lecionar. E agora que ingressei no mundo do magistério, vou contar os meus acertos e tropeços, minhas experiências e impressões.

Sem essa de diário de classe, aqui o diário é outro! Professora: Mode On, o meu Diário de Bordo.
;p Sejam bem vindos ao meu louco mundo!

Quem sou eu? Professora Raquel. Para os alunos "Prô", para os mais íntimos "Xuh", para os amigos "Quel", para a família "Raks", para você que não me conhece, prazer.

.:Visitas:.

.:Riscos no Quadro:.

"Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira".
Friedrich Nietzsche

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.:Divirta-se:.

.:Criaturas Pedagógicas:.

Alguns podem estar curiosos e se perguntando: "Ué, sumiu?" Na verdade, não. Até queria dizer que estou ocupada demais coletando material para uma nova postagem, mas a bem da verdade, é que não ando fazendo muita coisa além de cuidar do horário do lanche e do almoço e que, já que é pra ser sincera, vou deixar a ideia fluir neste post. 
Estamos no início do ano e as crianças estão começando a se (re)adaptar (alguns pela primeira vez) à rotina escolar, então a U.E. está repleta de "chororôs". É criança birrenta gritando, fazendo escândalo, é criança assustada, é criança que só chora porque o amigo está chorando, é criança que soluça de tanto que já chorou e é um mundaréu de criança chorando porque quer a mãe. Acho uma judiação a legislação não ser favorável aos períodos de adaptação, que em algumas escolas funcionam com horários reduzidos e em outras, com a presença da mãe ou, simplesmente, objetos caseiros que as façam lembrar do lar. Penso que as escolas deviam ter autonomia para tentarem todas as possibilidades nesse processo, independente da opinião contrária vinda de onde vier, porque se quando falamos de educação automaticamente pensamos no bem-estar da criança inserida em um ambiente favorável à estimulação pedagógica, obrigatoriamente devemos pensar em como é para a criança essa primeira separação. É difícil para crianças e, inclusive, para os pais romperem essa relação amniótica, que em palavras menos pedagógicas é a conotação do "cortar o cordão umbilical".
Para facilitar o processo, acredito que preparar a criança com antecedência para a possibilidade de ficar em uma escola e tratar a educação institucional como bônus, não ônus, ajuda bastante. Acho um absurdo quando vejo pais tratando a escola como castigo "caso o filho não faça determinada tarefa". Isso reflete em como a criança se portará na escola, também. Creio que, ao se falar da escola de maneira positiva e entusiasmada, essa imagem é passada de forma positiva para a criança que passa a vê-la assim. A criança que vê a escola como um ambiente de aprendizado, é diferente da que vai para a escola porque lá "tem parquinho". Escola não é depósito, nem parque de diversão.
A primeira reunião de pais é importantíssima por ser o momento em que os professores passam para todos a rotina da escola. Infelizmente, muitos não comparecem e os que assinam a lista de presença nem sempre transmitem ao filho a rotina escolar para que ele já vá se preparando mentalmente e aceitando a escola de maneira positiva e sem chiliques. Ao estabelecer um horário para a retirada da criança, por mais que ela ainda não saiba ver as horas, os pais a preparam para que ela não pense que foi abandonada. Pode até parecer exagero, mas a criança não entende por que está sendo deixada em um lugar desconhecido, longe da presença dos pais, e sem quaisquer explicações de onde é que está. Por isso defendo a importância de os pais explicarem o que é uma escola, qual o horário em que vão voltar para a casa, por que ficar na escola e não em casa, aos pais que trabalham, o porquê de não poderem ficar com eles e qual a importância do trabalho. É essencial dizer que ficar na escola não é ser abandonado, que ficará por poucas horas, até que "tal pessoa" vá buscar em certo horário, que aprenderá muita coisa boa, como escrever o próprio nome, os números, as letrinhas do alfabeto e, principalmente, fazer com que compreenda que a escola é um ambiente que não se precisa ter medo de ficar, porque as professoras estão ali para ensinar, e que além de aprender um montão de coisas novas, vão poder brincar, assistir filmes, mexer no computador... Falo isso porque não custa nada conversar com a criança. Contudo, quem se preocupa já sabe que a criança precisa de tempo para assimilar o novo, pois não são como os adultos. E mesmo os adultos, mães de primeira viagem, sobretudo, precisam dia-após-dia se adaptar com o crescimento de seus pequenos. É claro que a criança vai sentir falta de passar seu tempo com a família, tanto quanto os pais com seu filho, mas o adulto compreende mais fácil esta necessidade, mas isso não impede que a criança seja esclarecida também quanto os novos passos de sua vida.
Pôr em prática essas ferramentas, facilita o trabalho do professor que além de instruir, educa em parceria com a família e daí, por imitação, a criança se apropria de regras e valores de seu entorno social, podendo melhor se desenvolver global e prazerosamente.
É, e mesmo não tendo assunto, até que me admirei com o que saiu da minha cachola... Vivendo e aprendendo!

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

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