.:Disclaimer:.

Diário pessoal de uma professora recém-formada e admitida. Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de lecionar. E agora que ingressei no mundo do magistério, vou contar os meus acertos e tropeços, minhas experiências e impressões.

Sem essa de diário de classe, aqui o diário é outro! Professora: Mode On, o meu Diário de Bordo.
;p Sejam bem vindos ao meu louco mundo!

Quem sou eu? Professora Raquel. Para os alunos "Prô", para os mais íntimos "Xuh", para os amigos "Quel", para a família "Raks", para você que não me conhece, prazer.

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.:Riscos no Quadro:.

"Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira".
Friedrich Nietzsche

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.:Criaturas Pedagógicas:.

Ontem, 21 de Fevereiro de 2013, foi reunião dos representantes do sindicato dos professores. A Professora A. se ausentou para comparecer na reunião e eu assumi a regência do dia. Já havia preparado a atividade do dia:

O objetivo era desenvolver a coordenação motora fina, porque muitas crianças chegaram "cruas" no terceiro estágio (grupo 6). Para isso, as crianças deveriam fazer bolinhas com papel crepom e colar no casco do caracol. A atividade durou 45 minutos (entre colocar o nome, pintar o caracol, fazer bolinhas e colá-las). 
Todos adoraram, mas com olhos de professora, observei algo: Para alguns, ensinei segurar o lápis. Para a grande maioria, até ensinar a fazer bolinhas pequenas, precisei. Somente 12 de 35 crianças completaram a tarefa.
O maior dos problemas, com certeza, foi a quantidade de crianças na sala. Não ligo se a turma vem em peso, afinal, só desta forma você garante que sua turma inteira aprenda o necessário, desde que seja possível realizar o trabalho docente. Trinta e cinco é a quantidade de alunos de uma sala lotada. Para completar, o parque estava interditado e justamente neste dia, a linha do tempo não contemplava outro espaço externo para ir. Foi cansativo para eles e cansativo para mim.

Rosely Sayão: 25/30/35 alunos em uma mesma sala de aula, não faz tanta diferença. Não tem tanta importância... (Rádio Band News- 23/02)

Infelizmente, a análise feita por Roseli Sayão, acerca da desnecessária redução de alunos por sala de aula, peca por não reconhecer que a Educação necessita de dedicação intrapessoal, impossível de se conseguir com 35 alunos por classe, acrescendo-se aí, por vezes, a existência de alunos com necessidades especiais, o que, teoricamente, se chama inclusão. Na verdade, é exclusão não só do próprio aluno, como dos demais, pelo simples fato inicial - existem outras considerações - de que não se integra alguém por imposição, menos ainda, quando não se tem condição de dar atendimento individualizado devido ao excesso de crianças a serem trabalhadas... A autoridade teórica que aponta falhas nos professores, desconsiderando sua experiência, não colabora, em nada, com o desenvolvimento de práticas gestoras que possam gerar novos caminhos diante das dificuldades pelas quais passa o processo educacional, frente a um mundo com demandas tão diversas...  Além disso, em sala com 35 crianças, elas ficam mais agitadas e se, já não consegue dar atenção à todas, que dirá mediar todos os aprendizados, um por um... Alguém, por favor, pode dizer como é possível trabalhar a qualidade do ensino, assim?
A única maneira viável que penso é se tivéssemos assistentes nos ajudando nestas horas. O problema em ser volante, é que quando você pega sala, sabe que só terá uma volante para ajudar todas as outras salas e, se esta estiver com sala, também, minha amiga, é só você para dar um jeito. Coincidentemente, neste dia não foi diferente.
Porém, vejam bem, quando trabalhei como inspetora, mesmo minha função sendo de auxílio nos corredores e também na secretaria, eu sempre ajudei professoras quando elas precisavam... Quando iam usar tinta, minha função era lavar as mãozinhas das crianças, por exemplo. Sei que é uma ajuda boba, mas na correria de sala-de-aula, ela se torna imprescindível!
Esses dias, ainda, ajudei a professora N. do 5A a fazer os carimbos de mãos (passamos tintas guache nas palmas das mãos das crianças e carimbávamos em uma folha de sulfite)... enquanto outra volante ajudava a lavar as mãozinhas delas. Considerando o tempo que eu e a O. ficamos sem fazer nada (fora o tempo em que ficamos cuidando dos intervalos, junto às inspetoras e as agentes, que já demanda certo tempo), é possível ajudar as professoras regentes. O que não dá é ficar de braços cruzados... enquanto tem uma sala que está lotada e que, obviamente, precisa de ajuda. Mas, a orientação é exatamente essa.
Então, não se trata de serem professoras, ou estagiárias, ou inspetoras, mas... assistentes. Qualquer pessoa que pudesse ajudar, auxiliar, dar assistência... já estaria de bom tamanho, e seria um bom começo.

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

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