.:Disclaimer:.

Diário pessoal de uma professora recém-formada e admitida. Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de lecionar. E agora que ingressei no mundo do magistério, vou contar os meus acertos e tropeços, minhas experiências e impressões.

Sem essa de diário de classe, aqui o diário é outro! Professora: Mode On, o meu Diário de Bordo.
;p Sejam bem vindos ao meu louco mundo!

Quem sou eu? Professora Raquel. Para os alunos "Prô", para os mais íntimos "Xuh", para os amigos "Quel", para a família "Raks", para você que não me conhece, prazer.

.:Visitas:.

.:Riscos no Quadro:.

"Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira".
Friedrich Nietzsche

.:Temporize-se:.

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.:Divirta-se:.

.:Criaturas Pedagógicas:.

27 de Fevereiro de 2013.
Tentando acabar com o tempo ocioso de professor substituto, quando não precisa substituir ninguém, eu e a N. decidimos que faríamos uma lembrança para a Páscoa, além do chocolate... Um coelhinho feito de bexiga, farinha de trigo, cartolina e E.V.A.:


Como não foi decidido em reunião, não poderíamos pedir ajuda aos pais, então, precisaríamos da autorização e colaboração de todos os professores. fui de sala em sala apresentando o projeto pascoal das professoras 'reservas' e todas aceitaram na hora. Mas, como toda regra tem sua exceção, uma única professora ficou de pensar. Motivo: doença; Acontece que como ela andava sentindo dores, não sabia se iria pegar licença e, caso pegasse, uma só prof. substituta não daria conta de fazer para todas as salas. (Por isso a imagem feita no paint, e não uma foto do projeto). 
Pois é, adivinhem? Ela pegou mesmo licença, e como eu sou a primeira na escala da substituição, lá fui eu em sua sala.. 28 crianças presentes, dentre elas um menino sem limites, duas que, simplesmente, não falam absolutamente nada (mas só uma delas bagunça, pelo menos) e metade da sala que não responde à chamada. Pudera! Têm 5 anos, alguns ainda nem completaram...
A linha de tempo de sexta-feira não favorece em nada uma substituição. Logo que chegam têm parque, depois o lanche, depois o Mezanino que nada mais é do que um parque interno, depois uma hora e meia de puro "se vira, tia"... e, como se não bastasse, estava sem as chaves dos armários, então qualquer atividade que eu fosse querer dar, resumiria-se em brincar, brincar e brincar.
Como a Lei de Murphy impera em minha vida, não bastava todo esse quadro problemático, um cachorro tinha que invadir a escola e entrar no parquinho. Claro, algumas crianças gritaram, outras entraram em pânico, outras corriam do cachorro, e pior, outras até foram 'atacadas' pelo bichano que só queria brincar e pulava em cima delas. Gelei! Felizmente, nada demais aconteceu e eu conversei bastante com eles para que não chegassem em casa inventando histórias sobre 'o cachorro que me machucou', até porque, o cachorro não machucou ninguém. A bem da verdade é que uma única criança saiu com o joelho ralado do parque, mas não por conta do cachorro, e sim porque correu e caiu.
Dia curioso e inédito.

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013.
Dia absurdamente calmo. Tão calmo que dava sono. O parque teve seu momento inauguração por leve período de tempo... Ao menos, algumas crianças aproveitaram o parque pouco reformado, mas como ainda precisava de manutenção, foi novamente fechado... até porque quem iria mexer nele, havia acabado de chegar.
Não demorou muito para a coordenadora pedir ajuda à mim e a N. para pegarmos a prateleira desmontada no porta-malas do carro dela e levarmos ao mezanino. Esperamos que a turma que estava lá saísse, e iniciamos a montagem e arrumação da prateleira... Tudo bem, ela é de plástico, mas considerando que todos os brinquedos de lá também são e que, qualquer coisa é melhor que mesas antigas e de bico, conseguimos fazer do Mezanino um lugar lindíssimo! Salvo à pintura das paredes que por conta da chuva, bem... prossigamos, pois nada que uma lixa e uma tinta não resolvam o problema.
Não demorou mais que 15 minutos para prepararmos o local para a outra turma... saímos de lá com a certeza de que todos os brinquedos não estariam mais guardados em seus respectivos lugares mas, ao menos, fizemos nossa parte.
Quando deu meu horário de saída, foi a vez da diretora me pedir alguma coisa. Era para eu ficar na sala da F., porque o L. ainda não havia chegado e demoraria 1 hora para chegar. Ok, iria ganhar para ficar uma hora a mais... Qual não foi minha surpresa quando depois de 10 minutos, ele me deu bom dia, entrando pela porta da sala. Superei a perda da hora extra por falta de comunicação (ou seria comunicação inversa?) e fui embora, esquecendo-me de falar com a vice-diretora sobre minha folha de ponto. Aliás... Nota mental: Preciso ver meu VT com ela.

Últimas palavrinhas da prô:
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Ontem, 21 de Fevereiro de 2013, foi reunião dos representantes do sindicato dos professores. A Professora A. se ausentou para comparecer na reunião e eu assumi a regência do dia. Já havia preparado a atividade do dia:

O objetivo era desenvolver a coordenação motora fina, porque muitas crianças chegaram "cruas" no terceiro estágio (grupo 6). Para isso, as crianças deveriam fazer bolinhas com papel crepom e colar no casco do caracol. A atividade durou 45 minutos (entre colocar o nome, pintar o caracol, fazer bolinhas e colá-las). 
Todos adoraram, mas com olhos de professora, observei algo: Para alguns, ensinei segurar o lápis. Para a grande maioria, até ensinar a fazer bolinhas pequenas, precisei. Somente 12 de 35 crianças completaram a tarefa.
O maior dos problemas, com certeza, foi a quantidade de crianças na sala. Não ligo se a turma vem em peso, afinal, só desta forma você garante que sua turma inteira aprenda o necessário, desde que seja possível realizar o trabalho docente. Trinta e cinco é a quantidade de alunos de uma sala lotada. Para completar, o parque estava interditado e justamente neste dia, a linha do tempo não contemplava outro espaço externo para ir. Foi cansativo para eles e cansativo para mim.

Rosely Sayão: 25/30/35 alunos em uma mesma sala de aula, não faz tanta diferença. Não tem tanta importância... (Rádio Band News- 23/02)

Infelizmente, a análise feita por Roseli Sayão, acerca da desnecessária redução de alunos por sala de aula, peca por não reconhecer que a Educação necessita de dedicação intrapessoal, impossível de se conseguir com 35 alunos por classe, acrescendo-se aí, por vezes, a existência de alunos com necessidades especiais, o que, teoricamente, se chama inclusão. Na verdade, é exclusão não só do próprio aluno, como dos demais, pelo simples fato inicial - existem outras considerações - de que não se integra alguém por imposição, menos ainda, quando não se tem condição de dar atendimento individualizado devido ao excesso de crianças a serem trabalhadas... A autoridade teórica que aponta falhas nos professores, desconsiderando sua experiência, não colabora, em nada, com o desenvolvimento de práticas gestoras que possam gerar novos caminhos diante das dificuldades pelas quais passa o processo educacional, frente a um mundo com demandas tão diversas...  Além disso, em sala com 35 crianças, elas ficam mais agitadas e se, já não consegue dar atenção à todas, que dirá mediar todos os aprendizados, um por um... Alguém, por favor, pode dizer como é possível trabalhar a qualidade do ensino, assim?
A única maneira viável que penso é se tivéssemos assistentes nos ajudando nestas horas. O problema em ser volante, é que quando você pega sala, sabe que só terá uma volante para ajudar todas as outras salas e, se esta estiver com sala, também, minha amiga, é só você para dar um jeito. Coincidentemente, neste dia não foi diferente.
Porém, vejam bem, quando trabalhei como inspetora, mesmo minha função sendo de auxílio nos corredores e também na secretaria, eu sempre ajudei professoras quando elas precisavam... Quando iam usar tinta, minha função era lavar as mãozinhas das crianças, por exemplo. Sei que é uma ajuda boba, mas na correria de sala-de-aula, ela se torna imprescindível!
Esses dias, ainda, ajudei a professora N. do 5A a fazer os carimbos de mãos (passamos tintas guache nas palmas das mãos das crianças e carimbávamos em uma folha de sulfite)... enquanto outra volante ajudava a lavar as mãozinhas delas. Considerando o tempo que eu e a O. ficamos sem fazer nada (fora o tempo em que ficamos cuidando dos intervalos, junto às inspetoras e as agentes, que já demanda certo tempo), é possível ajudar as professoras regentes. O que não dá é ficar de braços cruzados... enquanto tem uma sala que está lotada e que, obviamente, precisa de ajuda. Mas, a orientação é exatamente essa.
Então, não se trata de serem professoras, ou estagiárias, ou inspetoras, mas... assistentes. Qualquer pessoa que pudesse ajudar, auxiliar, dar assistência... já estaria de bom tamanho, e seria um bom começo.

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Alguns podem estar curiosos e se perguntando: "Ué, sumiu?" Na verdade, não. Até queria dizer que estou ocupada demais coletando material para uma nova postagem, mas a bem da verdade, é que não ando fazendo muita coisa além de cuidar do horário do lanche e do almoço e que, já que é pra ser sincera, vou deixar a ideia fluir neste post. 
Estamos no início do ano e as crianças estão começando a se (re)adaptar (alguns pela primeira vez) à rotina escolar, então a U.E. está repleta de "chororôs". É criança birrenta gritando, fazendo escândalo, é criança assustada, é criança que só chora porque o amigo está chorando, é criança que soluça de tanto que já chorou e é um mundaréu de criança chorando porque quer a mãe. Acho uma judiação a legislação não ser favorável aos períodos de adaptação, que em algumas escolas funcionam com horários reduzidos e em outras, com a presença da mãe ou, simplesmente, objetos caseiros que as façam lembrar do lar. Penso que as escolas deviam ter autonomia para tentarem todas as possibilidades nesse processo, independente da opinião contrária vinda de onde vier, porque se quando falamos de educação automaticamente pensamos no bem-estar da criança inserida em um ambiente favorável à estimulação pedagógica, obrigatoriamente devemos pensar em como é para a criança essa primeira separação. É difícil para crianças e, inclusive, para os pais romperem essa relação amniótica, que em palavras menos pedagógicas é a conotação do "cortar o cordão umbilical".
Para facilitar o processo, acredito que preparar a criança com antecedência para a possibilidade de ficar em uma escola e tratar a educação institucional como bônus, não ônus, ajuda bastante. Acho um absurdo quando vejo pais tratando a escola como castigo "caso o filho não faça determinada tarefa". Isso reflete em como a criança se portará na escola, também. Creio que, ao se falar da escola de maneira positiva e entusiasmada, essa imagem é passada de forma positiva para a criança que passa a vê-la assim. A criança que vê a escola como um ambiente de aprendizado, é diferente da que vai para a escola porque lá "tem parquinho". Escola não é depósito, nem parque de diversão.
A primeira reunião de pais é importantíssima por ser o momento em que os professores passam para todos a rotina da escola. Infelizmente, muitos não comparecem e os que assinam a lista de presença nem sempre transmitem ao filho a rotina escolar para que ele já vá se preparando mentalmente e aceitando a escola de maneira positiva e sem chiliques. Ao estabelecer um horário para a retirada da criança, por mais que ela ainda não saiba ver as horas, os pais a preparam para que ela não pense que foi abandonada. Pode até parecer exagero, mas a criança não entende por que está sendo deixada em um lugar desconhecido, longe da presença dos pais, e sem quaisquer explicações de onde é que está. Por isso defendo a importância de os pais explicarem o que é uma escola, qual o horário em que vão voltar para a casa, por que ficar na escola e não em casa, aos pais que trabalham, o porquê de não poderem ficar com eles e qual a importância do trabalho. É essencial dizer que ficar na escola não é ser abandonado, que ficará por poucas horas, até que "tal pessoa" vá buscar em certo horário, que aprenderá muita coisa boa, como escrever o próprio nome, os números, as letrinhas do alfabeto e, principalmente, fazer com que compreenda que a escola é um ambiente que não se precisa ter medo de ficar, porque as professoras estão ali para ensinar, e que além de aprender um montão de coisas novas, vão poder brincar, assistir filmes, mexer no computador... Falo isso porque não custa nada conversar com a criança. Contudo, quem se preocupa já sabe que a criança precisa de tempo para assimilar o novo, pois não são como os adultos. E mesmo os adultos, mães de primeira viagem, sobretudo, precisam dia-após-dia se adaptar com o crescimento de seus pequenos. É claro que a criança vai sentir falta de passar seu tempo com a família, tanto quanto os pais com seu filho, mas o adulto compreende mais fácil esta necessidade, mas isso não impede que a criança seja esclarecida também quanto os novos passos de sua vida.
Pôr em prática essas ferramentas, facilita o trabalho do professor que além de instruir, educa em parceria com a família e daí, por imitação, a criança se apropria de regras e valores de seu entorno social, podendo melhor se desenvolver global e prazerosamente.
É, e mesmo não tendo assunto, até que me admirei com o que saiu da minha cachola... Vivendo e aprendendo!

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Reuniões pedagógicas costumavam significar lavação de roupa suja nas escolas que já passei, mas nesta, em especial, a coisa parece bem diferente. O pessoal leva mais a sério o pedagógico e deixam o que seria a lavação em pensamento. O que era tumultuado, e de certa forma, divertido, passa a ser audição, leitura e sono. Não é por nada, mas reunião tende a ser fadada à chatice.
Começamos por estipular o Projeto Pedagógico demarcando as dificuldades e avanços observados no ano passado, criando desafios e metas, relacionando propostas e estipulando prioridades. Passamos para a organização da unidade escolar, calendário, datas comemorativas e linha do tempo. Seguimos com os informes de horário dos alunos, corpo docente, comunicados internos, chaves, documentação, faltas justificadas, livro de ocorrência, convocações, orientações específicas, bilhetes, agendas, eventos, organização de armários, brinquedos, livros, filmes, estacionamento, preenchimento dos diários de classe, criação de legenda unificada, novo horário das refeições... E, ainda, pauta da reunião de pais (que ocorreu hoje). Enfim, uma completa reunião maçante, dividida em dois dias e 5 folhas de caderno.
É... quem disse que vida de professor é fácil?

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Aquele momento em que você respira aliviado de ter conseguido voltar à escola que não queria ter saído. Pois é, estou de volta. Acordar às 6:30h teve suas vantagens.
Chegando em frente 'aonde eu tinha de ir', aquele mar de pessoas e eu pensei: Tudo isso de sobejo? Na verdade, logo após termos torrado no sol e congelado no ar-condicionado soubemos que não se tratavam só de excedentes, mas de comissionados e professores que já eram 'volantes', mas que almejavam reger sala. Doce ilusão! Com a estupidez e grosseria da responsável, logo foram informadas de que só haviam 3 salas disponíveis e que os excedentes teriam prioridade. Pessoas se levantaram frustradas, outras impressionadas com a rispidez ouvida.
Quarenta e dois é o número exato da quantidade de professores ali parados, o meu para variar era um dos últimos. Exatas 3 horas e meia se passaram e chegou a minha vez: Fiz a escolha da escola, impressionada com o número de vagas que estavam disponíveis lá e já calculei minha possível classificação. Preferi o horário matutino, embora eu tivesse a chance de escolher o intermediário ou vespertino, mas pesei minha possível pós-graduação no período noturno, e meu cochilo de tarde quando não puder ver meu namorado, então, não acho que fiz uma ruim escolha. É claro que me identifico mais com as meninas da tarde da escola, do que com as da manhã, afinal, a idade e o tipo de formação permitem mais afinidade, mas devo dizer, para tirar qualquer sombra de dúvidas, que gosto, em absoluto, de todas! Vou sentir saudades de conversar com a B. durante a saída dos alunos da manhã e de ver qualquer outra professora do horário vespertino, mas sei que fiz uma ótima escolha, até porque o período da manhã é o que sempre passa mais rápido, pelo menos para mim, e principalmente, é com elas que aprendi muita coisa. Quem é nova no cargo, sempre observa quem é veterana... o que a gente vê funcionar, a gente põe em prática. De certa forma, é assim que a gente se molda à realidade e se desvencilha um pouco da teoria.
Quanto ao trajeto, uma vez acostumada, posso tomar vergonha na cara e ir de carro. Mas, vou me forçar nesta primeira semana a ir de ônibus, até para poder conseguir um controle para o portão automático do estacionamento.
Tenho um ano para ficar lá e quem cuidará da minha vida funcional é a outra escola. Precisando, eles me ligam. Querendo, eu vou. Mas, como consegui o que eu queria, não acho que eu vá voltar atrás.
No mais, conheci mais duas professoras. Uma delas já mandou avisar que adorou me conhecer. (Então, tá!) Trocamos telefone e "é nóis, A."! Até revi a N. que trabalhou comigo ano passado, mas como ela é comissionada, ficou lá no aguardo da sua vez chegar e poder voltar pra lá.
Agora, quem sabe esse ano eu consiga novos elogios, novos aprendizados?
"Essa é a minha vida. Esse é o meu mundo!"

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Cheguei na escola no horário previsto às oito horas da manhã em plena sexta-feira. E cheguei me sentindo uma estranha no ninho. Observei todas as grades laranjas daquela escola no alto do morro, tampando todas as janelas e o "espaço para fumantes" no segundo andar e isso me chamou total curiosidade quanto ao porquê. Preferi não levantar hipóteses.
Logo chegou uma professora volante, como eu, que estava esperando para ser chamada por uma outra escola para ser professora de recuperação. Um amor de pessoa a professora S., vale lembrar. E ali, esperando abrirem o portão, ficamos conversando.
A reunião de atribuição de volantes não demorou muito para começar, e qual não foi minha surpresa quando a diretora me disse que, por conta da não publicação da nomeação da professora K. para também professora de recuperação paralela em outra escola, a primeira volante não pegaria sala, e assim, teriam quatro volantes, podendo ser somente três por turno. Eu, última volante como totalmente previsto, fiquei como dizem, de sobejo.
Ainda esperamos uma última cartada para confirmar a informação. A professora S. tentou resolver a sua situação, mas tenho conhecimento (logo após a reunião pedagógica) de que não daria para resolvermos o problema, por hora, ficou assim decidido: Eu 'sobrando' na escola, terei de escolher uma outra com vaga para trabalhar. Se eu disser que, no fundo, eu imaginava que não fosse ficar lá, alguém acredita?
Por sorte, ou por destino, ou chamem de qualquer coisa, têm 7 vagas na escola onde trabalhei no ano passado, por conta de licenças, aposentadoria, etc. Saberei amanhã para onde é que vou, mais precisamente às 8 horas da manhã.
Estou achando que esse povo gosta de acordar cedo, mesmo!
Contudo, como última impressão, devo dizer que mudei o conceito de panelinhas e narizes empinados, porque o grupo desta minha, agora ex-escola, é unido e, ao que parece, cooperativo. Curioso que agora que gostei de lá, eu tenha de sair. Só um adendo, para não deixar no esquecimento: Ver um pai de um aluno da creche onde trabalhei como Inspetora, como professor de história, foi demais para mim. Até porque o cara era um chato de galocha. rs...

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Juntando os documentos, olhando as papeladas, revendo as sugestões de atividades, oh meu Deus... minhas férias estão acabando. Começa agora, meu último dia de férias. Quando é o carnaval? Mal vejo a hora. ;p
Pois é, muito bom enquanto durou e muito mais bem aproveitada que qualquer outra férias, depois de ter começado a minha vida adulta de responsabilidades e trabalhística. 
Então meu roteiro será esse: Amanhã acordarei, irei para a academia logo pela manhã porque preciso emagrecer a tempo do casamento da minha prima, devo me lembrar de arrumar a bolsa-professora que, para quem não sabe, é sempre pesada... e, por esse motivo, pretendo não sofrer mais, indo de carro, portanto, farei o percurso e tentarei subir aquela ladeira chata (porque íngreme é apelido) daquela escola, e repetirei o caminho. Depois, irei ao Shopping gastar um pouco do meu salário, comprando algumas trocas de roupas de "sair" e "trabalhar", porque preciso urgentemente mudar o meu look e, por fim, comprarei uma pasta para colocar toda a documentação que terei com essa vida de professora, no quesito funcional, já que em seis meses, me vejo com duas documentações importantes que precisarei todo ano em que eu quiser pedir evolução funcional.
Aliás... é em julho que eu peço o quinquênio... Opa!!! 

Aumento, aumento, aumento!!! $$$ *-*

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As coisas podiam ser menos complicadas e mais objetivas, não? Eu explico: Liguei semana passada na nova escola para perguntar sobre quando será meu primeiro dia e o horário. Me pediram para ligar quinta-feira, mas já adiantaram o dia: Dia 1º de Fevereiro. Estranhei o fato de meu primeiro ser uma sexta-feira, mas isso se chama: 30 dias de férias. E discordo, não por ser óbvio, mas por ser ridículo. E se fosse meu filho começando as aulas numa sexta-feira? Ele, com certeza, faltaria. Estou sendo sincera... detesto fazer da sexta-feira um dia massante e é exatamente assim que eu penso sobre um "primeiro dia" numa sexta-feira. Que me digam 'N' coisas, não vai mudar o que eu penso e quem disser se sentirá com razão, então pulemos essa parte.
Estou curiosa, ainda, quanto ao horário. Pelo que andei observando no fórum online, me parece que o horário para quem é "volante" (ou seja, eu) será às 8h, para atribuição, devendo concluir o horário do trabalho das 13h30 às 17h30 para reunião de organização do ano letivo... 
O quê? Como é que é? Isso mesmo.Ou passar o dia inteiro nela, ou ir duas vezes para lá.
Cada vez que penso nesse novo cargo, nessa nova escola, mais me assusto. Estou, realmente, preocupada com este ano... Que as coisas se ajeitem, que isso seja só um fato isolado e não uma constante. No mais, ligar na quinta para entender bem tudo isso será minha primeira tarefa ao acordar. 

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Uma frase que resume bem o meu pensamento é de Friedrich Nietzsche: "O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira". Penso que o erro mais comum que a grande maioria das pessoas cometem, seja esse: Deixar de ser criança.
Este post poderia ser publicado em qualquer outro blog meu, mas escolhi este por uma boa razão: Acredito que a melhor forma de exercer a profissão docente, é ser criança e adulta ao mesmo tempo. Pode parecer um absurdo, mas na verdade é bastante óbvio. Como adulta e profissional, você entende o processo pelo qual o aprendizado se dá, mas como criança, você se envolve nas brincadeiras, diverte as crianças e se diverte também. 
Sempre defendi que a gente nunca deve deixar a nossa criança interior morrer e sempre achei um absurdo (agora sim!) crianças se "adultizando" precocemente, e na grande maioria das vezes, os pais são os culpados. Os pais adultizam os pequeninos quando os vestem com modelo de roupa de adulto, quando deixam as meninas usarem saltos que mal permitem se equilibrar e usarem maquiagem, ou quando brincam que elas tem um namorado. Pular uma fase, ainda mais a da infância, é triste demais! Criança é criança, adolescente é adolescente, jovem é jovem. Não mudem essa ordem! Como o Renato Vargens disse, "Criança deve ser criança, até porque é sendo criança, vivendo como criança, não queimando etapas, nem tampouco ultrapassando os limites naturais da vida é que poderão, no futuro, construir um mundo melhor."
E tem coisa mais bonita que a ingenuidade, a inocência e a sinceridade de uma criança? De certa forma, talvez, Rousseau estivesse certo em um ponto: A sociedade corrompe o indivíduo. A ingenuidade, a inocência e a sinceridade são valores que não se vê muito por aí, entre o adultos, mas basta olhar para uma criança e estes mesmos valores aparecem com uma simplicidade de deixar inveja.
E, convenhamos, ser adulto é um porre. Responsabilidade em cima de responsabilidade. Na segunda-feira, todos com cara de cansaço por não terem aproveitado o fim de semana direito e tendo de ir trabalhar. No meio do mês a certeza de já ter acabado o seu salário pagando contas e mais contas. E aí, fica a pergunta:


Por último, lanço outra: Quem é que disse que, para ser adulto, devemos esquecer a nossa "alegria infantil"? Termos passado pela infância não significa abandoná-la. Deixe a criança dentro de você falar mais alto de vez em quando. Quem sabe assim, com todo mundo se "infantilizando" um pouco, o mundo não volte a ser mais feliz?!

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Minha ausência se deve às primeiras férias como professora. É... passei um tempo fora do estado e fui curtir o Natal e o Ano Novo em Minas. Senti a paz que eu precisava e cá estou de volta. Agora é aguardar o início das aulas.
Confesso que, por mim, eu ficava de férias para sempre. Confesso, também, que estou com um receio tremendo deste ano e espero que seja só aquele medo e ansiedade iniciais que aparecem toda vez quando começamos, inclusive como alunos, em uma nova escola. Acho que tomei um susto revendo a comunidade que já trabalhei quando inspetora. Não que seja difícil trabalhar por lá, mas é uma nova etapa na minha vida. Começarei a trabalhar de carro, dificilmente irei pegar sala este ano e só a ideia de ter de cuidar do intervalo, mesmo que de vez em quando, me descontrola. Fora o trânsito frequente que terei de enfrentar.
Na real? Virar adulta é um porre. :)

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