.:Disclaimer:.

Diário pessoal de uma professora recém-formada e admitida. Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de lecionar. E agora que ingressei no mundo do magistério, vou contar os meus acertos e tropeços, minhas experiências e impressões.

Sem essa de diário de classe, aqui o diário é outro! Professora: Mode On, o meu Diário de Bordo.
;p Sejam bem vindos ao meu louco mundo!

Quem sou eu? Professora Raquel. Para os alunos "Prô", para os mais íntimos "Xuh", para os amigos "Quel", para a família "Raks", para você que não me conhece, prazer.

.:Visitas:.

.:Riscos no Quadro:.

"Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira".
Friedrich Nietzsche

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.:Criaturas Pedagógicas:.

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

Mudar de escola em remoção é como mudar de emprego. No meu caso só é ruim porque eu não queria sair de onde estou, mas sou obrigada, e bom porque o meu salário não muda porque é padrão. Ou isso devia ser ruim, também? De qualquer forma, é a mesma programação de sempre: Esvazio meu armário, arrumo as coisas, separo o que trarei para a casa dia-após-dia. É incrível como a gente vai juntando coisas com o passar do tempo. Fiquei nesta escola pouco mais de 4 meses e vejo que juntei muita tralha, mas também trouxe um acervo bom de atividades para se trabalhar em escola de nível fundamental I. 
Recebi menos crítica que ajuda, é verdade, mas a ajuda foi pouca, não se enganem. O acervo que criei foi pura cópia. Cópia de atividades que sobraram aqui e acolá. Não pense você que alguém me emprestou seus livros caros de coleção como sugestão de atividade ou que me indicaram algum, porque quem teve de fazer um levantamento fui eu; quem foi pedir sugestão sobre o que dar fui eu; quem teve de se virar em sala de aula fui eu. Na faculdade eu aprendi que na área da educação, a teoria se distancia da prática. E foi bem isso o que aconteceu. Muito embora a teoria diga que quem deveria ter me ajudado era a Coordenadora Pedagógica, na prática ela foi a que menos me ajudou. Assim que cheguei na escola, avisei que eu não tinha experiência em sala, apenas como inspetora de alunos tinha a experiência visual e de creche. E, ao contrário do que os livros passam, eu fui jogada em uma regência sem nem ter nenhuma atividade para aplicar e sem nem linha do tempo e do espaço, como falei em alguns posts atrás.
Os dias em que fiquei sem sala foram os mais produtivos deste período. Foram nestes dias que consegui  pesquisar algumas coleções, baixar algumas e copiar algumas atividades que as professoras deixavam em pastas para serem aplicadas quando faltassem, mas é claro que eu descobri isso duas semanas depois, perto de uma reunião pedagógica. A falta de comunicação é uma crítica negativa de lá, com toda certeza.
Com o tempo, eu fui me virando... E acho que até foi boa essa experiência empurrada porque fui aplicando a tal "Práxis" de Paulo Freire o tempo todo.
Hoje dei adeus à sala de aula. Não vejo motivo para voltar lá. Já arrumei os meus dois armários, organizei os materiais da professora A., o armário coletivo, a pasta dos livros do Projeto Lendo e Convivendo... Aos poucos, vou me conscientizando de que é hora de partir. Só não gosto da "Confraternização" imposta que querem a todo custo que todos participem, com essas dinâmicas de grupo, amigo secreto ou esse tal "jogo do desapego" que inventaram em fazer este ano, até porque sou apegada a coisas materiais, e também porque é despedida... e eu choro em despedida.

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

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