.:Disclaimer:.

Diário pessoal de uma professora recém-formada e admitida. Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de lecionar. E agora que ingressei no mundo do magistério, vou contar os meus acertos e tropeços, minhas experiências e impressões.

Sem essa de diário de classe, aqui o diário é outro! Professora: Mode On, o meu Diário de Bordo.
;p Sejam bem vindos ao meu louco mundo!

Quem sou eu? Professora Raquel. Para os alunos "Prô", para os mais íntimos "Xuh", para os amigos "Quel", para a família "Raks", para você que não me conhece, prazer.

.:Visitas:.

.:Riscos no Quadro:.

"Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira".
Friedrich Nietzsche

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.:Criaturas Pedagógicas:.

Enfim, a ansiedade passou. Fiquei a semana inteira só pensando em como eu faria essa reunião de pais sozinha. Como inspetora eu costumava ficar em sala de aula ajudando com o data show, mas agora a coisa seria diferente: E se me perguntassem de seus filhos? Com que propriedade eu diria algo, sendo que fiquei com eles apenas um mês? Toda a atenção dos pais seria voltada para mim. Confesso que por dentro, eu estava com um pouco de medo dessa possível situação, mas estranhamente tranquila. Eu costumava ser mais tímida, sentir a face se avermelhar, gaguejar bastante a ponto de me calar e abaixar a cabeça. Mas, acho que desde a faculdade, quando tive de apresentar a criação de uma escola fictícia sozinha, é que eu  sinto que ando me soltando, gradativamente. É claro que não foi suficiente para hoje. Não, claro, nunca é quando a gente precisa.

Recebi todos os pais dos alunos e aguardei 5 minutos para me apresentar e explicar a troca das professoras no final do ano e fazer o "acolhimento" que nada mais foi que a leitura do texto de August Cury: "Filhos brilhantes, alunos fascinantes", cujo qual recomendo a leitura:

"Filhos brilhantes, alunos fascinantes!

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é freqüentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações.
Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
Pais e mães: Chorem com seus filhos e abrace-os. Isso é mais importante do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas. Não formem heróis, mas seres humanos que conheçam seus limites e sua força. Façam de cada lágrima uma oportunidade de crescimento. Estimulem seus filhos a ter metas e lembrem-se: conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos. Abraçar, beijar, falar espontaneamente. contar histórias, semear idéias, dizer ‘não’ sem medo, não ceder à chantagem faz parte... Para educar é necessário paciência.
Augusto Cury"

Logo na primeira linha, li uma palavra extra inexistente no texto, ou troquei uma por outra e, depois disso, minha leitura ficou um caco. Dava para entender o que eu estava falando, mas eu mesma não prestei atenção ao que lia, ficava apenas percebendo o quão minha voz, de quando em quando, engasgava e de como minhas mãos tremiam. Foi um alívio quando terminei. Logo após esse deslize, dei início ao cronograma.
Três datas, três simples datas e seus devidos informes. E com a chegada dos pais atrasados, eu tive de repeti-las quatro vezes. Não porque achava que devia, mas como eu estava apenas começando a reunião, de fato, não custava voltar apenas uma linha, custava? Só queria saber o que dá na cabeça dessas pessoas que no lugar de "08:00h", lêem "08:30h", mas tudo bem... Perdoados, sentados, dei mais uma vez início à reunião repetindo as datas importantes e as orientações que delas disseminavam.


O restante da reunião se pautava na explicação da importância da avaliação individual, a sua respectiva entrega dela, juntamente com uma pasta que continha: a atividade de encerramento do Projeto Lendo e Convivendo, um livro do programa Minha Biblioteca - iniciativa da Secretaria Municipal de Educação e dois livrinhos, um folder e um adesivo do Projeto Leia para uma criança - iniciativa do Banco Itaú. Fim!
Me senti tendo feito uma ótima reunião, só que não. Uma razoavelmente boa, talvez. Ou estou sendo exigente demais?

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

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