.:Disclaimer:.

Diário pessoal de uma professora recém-formada e admitida. Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de lecionar. E agora que ingressei no mundo do magistério, vou contar os meus acertos e tropeços, minhas experiências e impressões.

Sem essa de diário de classe, aqui o diário é outro! Professora: Mode On, o meu Diário de Bordo.
;p Sejam bem vindos ao meu louco mundo!

Quem sou eu? Professora Raquel. Para os alunos "Prô", para os mais íntimos "Xuh", para os amigos "Quel", para a família "Raks", para você que não me conhece, prazer.

.:Visitas:.

.:Riscos no Quadro:.

"Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira".
Friedrich Nietzsche

.:Temporize-se:.

.::Mais Vistos::.

Tecnologia do Blogger.

.:Divirta-se:.

.:Criaturas Pedagógicas:.

Quarta-feira, 19 de dezembro de 2012.
Dia pacato. Fui à nova escola para saber o óbvio: Serei volante no ano que vem. Sinceramente, nada de novo, só um monte de papeladas e pouca explicação. Me senti assustadoramente perdida com termos que nunca ouvi falar e papeladas que nunca vi igual. De resto, um acolhimento docente bem animado, mas repleto de panelinhas.
Escola de Ensino Fundamental é uma novidade para mim. Vamos ver no que vai dar... 

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

Mudar de escola em remoção é como mudar de emprego. No meu caso só é ruim porque eu não queria sair de onde estou, mas sou obrigada, e bom porque o meu salário não muda porque é padrão. Ou isso devia ser ruim, também? De qualquer forma, é a mesma programação de sempre: Esvazio meu armário, arrumo as coisas, separo o que trarei para a casa dia-após-dia. É incrível como a gente vai juntando coisas com o passar do tempo. Fiquei nesta escola pouco mais de 4 meses e vejo que juntei muita tralha, mas também trouxe um acervo bom de atividades para se trabalhar em escola de nível fundamental I. 
Recebi menos crítica que ajuda, é verdade, mas a ajuda foi pouca, não se enganem. O acervo que criei foi pura cópia. Cópia de atividades que sobraram aqui e acolá. Não pense você que alguém me emprestou seus livros caros de coleção como sugestão de atividade ou que me indicaram algum, porque quem teve de fazer um levantamento fui eu; quem foi pedir sugestão sobre o que dar fui eu; quem teve de se virar em sala de aula fui eu. Na faculdade eu aprendi que na área da educação, a teoria se distancia da prática. E foi bem isso o que aconteceu. Muito embora a teoria diga que quem deveria ter me ajudado era a Coordenadora Pedagógica, na prática ela foi a que menos me ajudou. Assim que cheguei na escola, avisei que eu não tinha experiência em sala, apenas como inspetora de alunos tinha a experiência visual e de creche. E, ao contrário do que os livros passam, eu fui jogada em uma regência sem nem ter nenhuma atividade para aplicar e sem nem linha do tempo e do espaço, como falei em alguns posts atrás.
Os dias em que fiquei sem sala foram os mais produtivos deste período. Foram nestes dias que consegui  pesquisar algumas coleções, baixar algumas e copiar algumas atividades que as professoras deixavam em pastas para serem aplicadas quando faltassem, mas é claro que eu descobri isso duas semanas depois, perto de uma reunião pedagógica. A falta de comunicação é uma crítica negativa de lá, com toda certeza.
Com o tempo, eu fui me virando... E acho que até foi boa essa experiência empurrada porque fui aplicando a tal "Práxis" de Paulo Freire o tempo todo.
Hoje dei adeus à sala de aula. Não vejo motivo para voltar lá. Já arrumei os meus dois armários, organizei os materiais da professora A., o armário coletivo, a pasta dos livros do Projeto Lendo e Convivendo... Aos poucos, vou me conscientizando de que é hora de partir. Só não gosto da "Confraternização" imposta que querem a todo custo que todos participem, com essas dinâmicas de grupo, amigo secreto ou esse tal "jogo do desapego" que inventaram em fazer este ano, até porque sou apegada a coisas materiais, e também porque é despedida... e eu choro em despedida.

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

Enquanto assisto meu São Paulo ser campeão sulamericano, que (claro!) eu não poderia deixar de citar, fico aqui me lembrando o quão boba eu estava há algumas horas quando minhas crianças da manhã me fizeram chorar e uma criança da tarde chorou horrores em nossa despedida. Só de lembrar me dá um aperto no coração!
Minha primeira turma! Não ficamos muito tempo juntos, mas mesmo tendo sido apenas um mês e meio, foi onde eu, realmente, me senti professora. Como posso não chorar? Como posso não me sentir triste por ter acabado tão rápido e por ter de me despedir? Eu já tinha uma leve ideia de como eu seria em uma despedida pós experiência em sala...e está sendo exatamente como imaginei. Sou muito sentimental e me apego fácil de mais... Difícil não ficar abalada! Alguns podem dizer que me acostumarei com o tempo... À eles digo: Assisti 90 vezes Dirty Dancing e ainda me arrepio na música final. Já assisti 10 vezes "O Diário de Uma Paixão" e chorei em todas elas, tanto é que nem consigo terminar de ler o livro - por que será?
Antes de explicar a choradeira, vou contar um pouco do dia de hoje, que foi bem diferente... Além de ser o último dia de aula, a escola alugou alguns brinquedões. Quatro para ser exata: Um tobogã, um "castelinho", que na verdade era um rinoceronte de barriga e patas para cima, um "Kid play" e uma cama elástica. Além deles, para cunho de preenchimento da linha de tempo, usamos dois espaços da escola: O mezanino e o parquinho.
O dia começou com o acolhimento de 20 alunos da minha turma 6B da manhã. Conversei com eles antes de irmos, fazendo os combinados necessários e partimos rumo ao Castelão:


Nele, dois joão-bobo um "pneuzão" para eles pularem por dentro, e de quebra o pula-pula. Depois, nos dirigimos à cama-elástica:


Fomos lanchar e logo após, chegou nossa vez no Kid Play:


Com um touro de ar, um joão-bobo, uma parede de escalar com escorregador e um pneuzão. Por último, o mais esperado dos brinquedões... O tobogã:


Muito sol e muita água para alegrar mais o dia... ^^
Meia hora em cada brinquedo foi o bastante para ver o sorrisinho no rosto de todos eles. Ainda fomos ao Mezanino, almoçamos e terminamos o dia da alegria no parquinho.
Para a hora da saída, ficamos na sala de aula, mesmo... foi o momento em que sentei na cadeira e respirei fundo. Enfim, chegou a hora da despedida. Sentei com eles para explicar este momento, dei boa sorte para o ano que vem, comentei inclusive que apenas um de todos os meus alunos estudaria na mesma escola onde trabalharei ano que vem e aí meus amores resolveram cantar uma música para mim.

Beijo, beijinho, beijão

Beijo, beijo, beijo, beijo
Beijnho, beijão
Todo dia tem um beijo na televisão.
O galã beija a mocinha
A netinha, o vovô
A mamãe beija o bebê bem lá no popô

Beijo, um beijo,
Também desejo beijar

Tem o beijo estalado
O Beijo tampão
Tem o beijo bitoquinha
O beijo beijão
Tem o beijo de cinema
Beijo de amor
Tem o beijo do amigo
O beijo de dor.

Será que tem beijo ruim?
Não sei...
Mas também tem beijo bem bom
Bem Bom

Beijo, beijo, beijoqueiro
Beijo,beijo,beijo,beijo
Beijo, Beijar é tão bom.

Beijo, beijo, beijo, beijo
Beijinho, beijão
Beijo,beijo,beijo,beijo
Beijinho, beijão

Quando o vento bate forte, vem beijo apertado
Quando a chuva tá caindo, vem beijo molhado
Quando a gente tá no mar, tem beijo salgado
O primeiro beijo é sempre o beijo lembrado

Beijo, um beijo,
Também desejo beijar
Lá, lá, lá...(14x)

Será que tem beijo ruim?
Não sei ...
Mas também tem beijo bem bom
Bom bom
Beijo, beijo, beijoqueiro
Beijo, beijo, beijo, beijo
Beijo, beijar é tão bom

Resultado: Chorei.
Já com a turma da tarde, como só tenho 2 horas com eles, acolhi as 18 crianças na sala e fiz os devidos combinados. Todos descalços como a turma da manhã, descemos e fomos para o parque. O sol estava de matar... tadinhos! Como vi reclamarem de "queimar o pé", tirei rapidinho de lá e fomos para o pátio do refeitório. Piso liso, geladinho, foi a melhor coisa que fiz.. Aproveitei para fazer a higiene para o almoço. Almoçaram e aí sim, fomos direto ao tobogã:


Foi ou não foi o Dia da Alegria?
Da turma da tarde, me despedi na fila do próximo brinquedo, o castelão. Dalí saí com o coração partido, pois um de meus alunos, o D. Ol. chorou por saber que não estaria comigo ano que vem.
Resultado: Chorei.

De quebra, saí da escola com dois presentinhos (que eu ainda não tirei foto) um da T. Lib., outro da M.Cl. e muita lágrima enxugada. É... acabou! :'(

Últimas palavrinhas da prô:
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Depois de ter ensinado meus pimpolhos a jogarem ludo, dado massinha, quebra-cabeça, pimbolim e até lido uma historinha "O Jardim de Cada Um" - muito bonitinho por sinal - chegou a hora da socialização, ou sociabilização, que não quer dizer o mesmo mas também pode ser posto aqui.
Meia hora antes do horário da saída, combinei com a professora B. de descermos e juntarmos as turmas, já que tínhamos poucas crianças e esse tipo de atividade só seria possível com um número reduzido delas, e brincarmos de "Lencinho na mão". A bem da verdade é que a ideia não foi minha, mas da B., e de todo modo foi aceita por todos os meus pentelhos.

Lencinho na mão

Corre cotia na casa da tia
corre cipó na casa da vó
Lencinho na mão caiu no chão
Moça bonita do meu coração
Galo que canta corococó
Chupa cana com um dente só
Pode olhar? Não.
Ninguém vai olhar? Não.

Até a Bruna e eu entramos na brincadeira... com medo de escorregar, claro, mas correndo a passos de tartaruga, ou parecendo pisarmos em ovos, escolham a melhor expressão ou a mais engraçada.
E à tarde não foi diferente. Juntamos a turma para uma panela cheia de mezanino, unindo os dois horários para "o dia do saco cheio", confesso. Aproveitando, óbvio, o fato de que estamos próximo aos últimos dias de aula e que os materiais escolares já foram entregues na reunião de pais.

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!


O que uma cartolina branca, um color set, água e giz de lousa colorido não são capazes de fazer, né? Foi esta a atividade que resolvi aplicar hoje. Tudo bem, o ano está acabando, mas nunca é tarde para se lambuzar. Distribui meia folha de uma A4 de color set preto e cartolina branca para cada criança e cinco cores diferentes de giz de lousa: azul, amarelo, verde, rosa e laranja. Peguei tampinhas de garrafa pet para que eles colocassem água e expliquei como fariam dali por diante. Consegui um record de concentração e atenção de 30 minutos. É, pasmem!


Deixei secar as atividades, levei-os ao lanche e enquanto isso, separei um joguinho simples de quebra-cabeça dos Backyardigans; depois foi a vez de ensiná-los a brincar de "pega-varetas", aquele jogo de palitinhos onde você vai tirando um por vez sem poder mexer os de baixo: 


E como aprenderam fácil, e como gostaram do jogo! Tivemos tempo para informática e sala de vídeo, ainda. Um dia bastante recheado! Também pudera, vieram tão poucas crianças... Depois da apresentação de fim de ano, mesmo com as aulas se estendendo por mais alguns dias, os pais resolveram me dar férias com uma certa antecedência espantosa. Oito crianças!
Porém, ao mesmo tempo em que sinto que com essas faltas minha estadia de regente da turma está acabando e que toda essa experiência em sala vai ficar, por enquanto, na memória, devo dizer que estou cansada e que estou suplicando por férias. rs...
O melhor do ano não é ele estar acabando, afinal isso seria controverso... Foi um ano de mudanças e de conquistas que eu só tenho a agradecer por ter, enfim, chegado. Mas, no momento, o melhor mesmo é o fato de que minhas férias estão chegando.. E eu só volto a trabalhar no primeiro dia útil de fevereiro. Enfim, mas enfim mesmo, e após muita espera, terei janeiro inteiro para descansar com a certeza de que no meio do ano, vou ter aquela respiradinha de Julho... Oh delícia!
Conheço quem está pedindo arrego, já... matando cachorro a grito, mas nem preciso ir muito longe; Basta que eu me olhe no espelho. rs...

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Não sei se sabem, mas minha intenção era de mostrar para vocês os meus trabalhinhos com os papais noéis e anjinhos. Só que como minha cabeça estava avoada demais, me esquecia fácil de levar a câmera digital  para o trampo. Mas, como sabem, hoje foi minha apresentação de fim de ano, então, eu lembrei. 
Festejemos, porque aqui estão:



Postadas como prometido em nota mental, me sinto na obrigação de narrar sobre a apresentação, agora. Pois bem, fui a única quem ajudou em todas as apresentações de hoje, desde as 8h30 até as 16h30. Muito embora teve quem ajudou nas outras e na minha não, e a Bruna que ajudou na minha apresentação. Nem preciso dizer o quanto estou cansada, preciso? Fora os pés que estão em atrito com o chão e a extrema dormência nas pernas e dores nas costas, a apresentação das minhas crianças somadas aos aplausos de todos, fez valer cada gota de suor, cada preocupação, cada segundo de correria desta última etapa. Uffa!



Ah! Se pudesse postar os vídeos da apresentação... Infelizmente isso já fica pouco mais inviável, porque trata-se de uso de imagem de menores de idade, até então não autorizados. (Assim, miudinho, acho mais seguro, no momento.)
De qualquer forma, estou quebrada e minhas crianças fizeram tudo lindo! Valeu a pena... Tanto valeu que ganhei meu primeiro presente de "Professor" do meu aluno chamado Marciel:


 E eis que o resultado de ter feito o meu melhor é mais gratificante que tudo!!! ^^

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Hoje tive uma surpresa: Vieram relativamente poucos alunos. Oportunidade igual a essa não é sempre que a gente tem. Não entendo como tem quem ache natural a superlotação nas salas de aula, onde a qualidade de ensino nem é lembrada da existência. Percebo como rendo mais e me incomodo menos com determinadas atitudes das crianças quando tem um número como o de hoje de presenças. Vinte, de trinta e cinco, estavam presentes... 
Parafraseando, é ou não é um presente atrasado de dia dos professores? Sim, porque como eu não estava com sala nesta data lindíssima e super justa, eu não ganhei nada. Para não dizer que não ganhei nada, ganhei uma homenagem, mas isso todas os professores da minha escola ganharam. Um palco, uma capa e uma coroa de rainha, uma faixa de "Professor nota 1000" e uma pagação de mico na frente de todos.
Aproveitando a oportunidade única de ter poucas crianças na minha sala, enfim, resolvi dar aquela atividade dos anjinhos. E como já estavam pintados, resolvi revolucionar a minha mente: Deixei eles colarem o algodão nas asinhas e nas nuvens e para a minha surpresa, ficaram lindos! Sim, eu subestimei um pouco, mas não foi por mal. Quando a sala lota, ninguém quer fazer nada, só querem saber de conversar e pegar brinquedos escondido. E, para completar, como sabem que têm de entregar alguma atividade pronta, eles sacaneiam e fazem de qualquer jeito. É verdade, são sacanas também, acreditem!


Após a cola secar, foi hora de distribuir os anjinhos pela sala. Com os papais noéis também prontos, resolvi montá-los feito mosaico em forma de árvore de natal na parede de fora da sala... 

Vocês devem imaginar a alegria das crianças vendo seus trabalhos enfeitando a escola, né? 

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Acho que não nasci para a correria de fim de ano em escolas. Minha cabeça não acompanha tanta coisa...  Me foquei nas atividades e avaliações com devolutivas, mas juro que tinha me esquecido que devíamos enfeitar a escola.
Conclusão: Ontem, após as reuniões de pais fui tirar xérox dos papais noéis e anjinhos para confeccionar com algodão. As crianças adiantaram bem a pintura dos desenhos, o problema é que esqueci de comprar o algodão. Adiei para amanhã. Sorte a minha é que uma colega professora tinha algodão no armário dela. Adiantei todos os papais noéis e deixei os anjinhos para as crianças colarem algodão nos dedos e ser tão criança quanto fui hoje. rs... Vamos ver no que vai dar... 

Sei que terei hora-atividade de dois cargos para poder enfeitar o corredor. É!

Segue sugestão de atividade: (Com certeza, eu faria esta com mais tempo!)

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Enfim, a ansiedade passou. Fiquei a semana inteira só pensando em como eu faria essa reunião de pais sozinha. Como inspetora eu costumava ficar em sala de aula ajudando com o data show, mas agora a coisa seria diferente: E se me perguntassem de seus filhos? Com que propriedade eu diria algo, sendo que fiquei com eles apenas um mês? Toda a atenção dos pais seria voltada para mim. Confesso que por dentro, eu estava com um pouco de medo dessa possível situação, mas estranhamente tranquila. Eu costumava ser mais tímida, sentir a face se avermelhar, gaguejar bastante a ponto de me calar e abaixar a cabeça. Mas, acho que desde a faculdade, quando tive de apresentar a criação de uma escola fictícia sozinha, é que eu  sinto que ando me soltando, gradativamente. É claro que não foi suficiente para hoje. Não, claro, nunca é quando a gente precisa.

Recebi todos os pais dos alunos e aguardei 5 minutos para me apresentar e explicar a troca das professoras no final do ano e fazer o "acolhimento" que nada mais foi que a leitura do texto de August Cury: "Filhos brilhantes, alunos fascinantes", cujo qual recomendo a leitura:

"Filhos brilhantes, alunos fascinantes!

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é freqüentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações.
Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
Pais e mães: Chorem com seus filhos e abrace-os. Isso é mais importante do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas. Não formem heróis, mas seres humanos que conheçam seus limites e sua força. Façam de cada lágrima uma oportunidade de crescimento. Estimulem seus filhos a ter metas e lembrem-se: conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos. Abraçar, beijar, falar espontaneamente. contar histórias, semear idéias, dizer ‘não’ sem medo, não ceder à chantagem faz parte... Para educar é necessário paciência.
Augusto Cury"

Logo na primeira linha, li uma palavra extra inexistente no texto, ou troquei uma por outra e, depois disso, minha leitura ficou um caco. Dava para entender o que eu estava falando, mas eu mesma não prestei atenção ao que lia, ficava apenas percebendo o quão minha voz, de quando em quando, engasgava e de como minhas mãos tremiam. Foi um alívio quando terminei. Logo após esse deslize, dei início ao cronograma.
Três datas, três simples datas e seus devidos informes. E com a chegada dos pais atrasados, eu tive de repeti-las quatro vezes. Não porque achava que devia, mas como eu estava apenas começando a reunião, de fato, não custava voltar apenas uma linha, custava? Só queria saber o que dá na cabeça dessas pessoas que no lugar de "08:00h", lêem "08:30h", mas tudo bem... Perdoados, sentados, dei mais uma vez início à reunião repetindo as datas importantes e as orientações que delas disseminavam.


O restante da reunião se pautava na explicação da importância da avaliação individual, a sua respectiva entrega dela, juntamente com uma pasta que continha: a atividade de encerramento do Projeto Lendo e Convivendo, um livro do programa Minha Biblioteca - iniciativa da Secretaria Municipal de Educação e dois livrinhos, um folder e um adesivo do Projeto Leia para uma criança - iniciativa do Banco Itaú. Fim!
Me senti tendo feito uma ótima reunião, só que não. Uma razoavelmente boa, talvez. Ou estou sendo exigente demais?

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29/11/2012
Hoje, entreguei pela primeira vez meus roteiros semanais de atividades feitas com meus pimpolhos. Entreguei assim: com o cu na mão. Afinal, era também a primeira vez que eu preenchia aquele livro espiral de folhas horizontais, tabelado e com os dizeres: "Conhecimento de si, do outro e do mundo", "Conhecimentos matemáticos", "Linguagens oral e escrita", etc.
Confesso que gosto de preencher aquelas células, mas fazer o registro de observação é mais que um embromation. Lembrar do que aconteceu na semana, escolher um fato marcante e discorrer sobre ele, é um tanto delicado demais, mas fiz.
Fiz, e entreguei, bem como disse acima.

Qual não foi minha surpresa quando li o feedback: "Adorei os seus registros! Mesmo tendo pego sala no final do ano, vejo que conseguiu dar continuidade ao trabalho já em andamento e que as crianças têm gostado muito do resultado. Parabéns, sucesso e boa sorte nessa nova jornada!"
E abaixo o pensamento do dia: "Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando". - Henry Ford



Sorriso de ponta a ponta. Arrasei! 
;p

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29/11/2012
Devo admitir que minhas criOnças são de outro mundo. 
Enquanto todos, nessa altura do campeonato, querem brincar ou estão cansados... os meus pedem atividade e ainda exigem que seja em letra de mão ou contas de mais e menos. O.o' 

Que lindos!

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Dia 28 de Novembro de 2012, descobri para qual escola eu irei no ano que vem, e informei os "navegantes" que acabara de descobrir que detesto fazer laços, porque havia precisado fazer 70.
Ainda neste dia, recebi o primeiro recado estúpido na agenda de uma criança em resposta a um recadinho que colei na agenda de todos... Uma única informação, um único pedido: "Estamos com casos de piolho na escola. Por favor, verifique regularmente a cabeça de seu(sua) filho(a)".
Simples, assim!



Queria muito fazer algumas mães entenderem que determinados recados devem ser dados coletivamente, não individualmente, mas infelizmente sempre tem uma pessoa com a cabeça pequena que se ofende desnecessariamente. Recebi linhas e mais linhas de reclamação e pedidos grosseiros sobre "mandar esse tipo de recado à crianças que estejam com piolho, não à filha dela que é limpinha e tem mãe que cuida exemplarmente".

Ai ai... 
É foda!

Últimas palavrinhas da prô:
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Fui me adaptando aos poucos, a linha de tempo, de fato, virou rotina. O horário do almoço eu já nem olhava no papel, já tinha decorado. Estava bem empolgada!
(De lá pra cá darei uma resumida para sair destas falas pretéritas).
Dia 07 de Novembro de 2012,  me senti bonitinha preparando o encerramento do Projeto Lendo e Convivendo. Sério! Me amando...
Dia 11 de Novembro de 2012, me senti ficando louca com tanta coisa para fazer. Puts!
Dia 13 de Novembro de 2012, fui obrigada a indicar algumas escolas por conta do concurso de remoção, a sorte foi lançada. Era só torcer e esperar... rezando por bons fluídos!
Dia 22 de Novembro de 2012, fiz a primeira colheita da minha vida e separei cenouras por 20 minutos em sacolinhas plásticas trazidas pelas crianças.
Dia 23 de Novembro de 2012, fiz a primeira leitura simultânea com o livro "A bela borboleta" de Ziraldo, que todas as crianças AMARAM!
Dia 24 de Novembro de 2012, reclamei de ter jurado que nunca traria trabalho para fazer em casa. E cá estava com roupinhas de TNT para costurar para a apresentação de fim de ano, recados de reunião de pais e informes para fazer em pleno sábado. Isso sem contar nos 6 dias do feriadão em que só fiz o acabamento das atividades de encerramento do projeto de leitura, o Projeto Lendo e Convivendo... É.
Dia 26 de Novembro de 2012, disse chega! Havia cansado de costurar TNTs no dia e ainda faltavam 7.
Fim do resumo.

Últimas palavrinhas da prô:
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05/11/2012
Me lembro de quando assumia faltas diárias e me deparava com situações do tipo "- Quero ser arqueólogo, especialista em dinossauros, para cavar a terra e descobrir os fósseis dos tiranossauro rex" e eu pasma, tentando ainda absorver a informação da criança de 5 anos, quando ouço alguém perguntar o que eram fósseis e a resposta imediata vir "- São os caroços dos dinossauros". rs... 
Mas, agora a coisa seria diferente. Eu assumiria uma regência, aliás, duas. Sabe quando você entra em jornada extra classe, ou seja, trabalha um turno a mais que o seu? Então, comecei a entrar às 7h para ficar com a minha sala e sair às 15h, fora as horas-atividades que devem ser cumpridas na semana. E claro, por conta disso, você acaba ganhando mais, porque conta como hora extra. Nos primeiros dias, eu fiquei cansada e só me perguntava porquê tinha aceitado isso... É extremamente estressante para falar a verdade, porque à tarde, com a segunda turma, ser humano nenhum tem paciência mais.
Logo de cara, desenvolvi uma atividade com mosaico. Fiz um círculo num papel branco, cortei cartolinas azul, rosa e verde em pequenos triângulos, e eles preencheram fazendo mosaico. Depois desenhei a mão  de cada um deles em um color set preto, cortei de forma vazada, para dar um ar mais ou menos parecido com esse aqui, que foi minha inspiração:

Tirada do blog: "Mil Maneiras Pedagogia"

Últimas palavrinhas da prô:
da prô: E esta foi mais uma passagem da minha vida de professora. Às vezes, acertando, outras errando... E você? O que pensa sobre o que acabei de escrever? Sinta-se a vontade para responder a esta pergunta. Vou esperar por ela. E não se esqueça: Se gostou do meu cantinho, siga o blog, poste no mural e volte sempre!

29/10/2012
Nas eleições para prefeito (28/10), eu já sabia que pegaria a licença da professora A. até o final do ano. Sabia, porque me disseram, muito embora comunicação é uma coisa que falte em minha escola. Vale dizer que meu horário de trabalho era o do segundo turno e o primeiro seria regido pela professora V.
Minha primeira reação foi pensar: "Ih... festa de final de ano, avaliações individuais, já sabem todas as letras e números. E agora?" Fui conversar com a V. para saber como daríamos continuidade. Decidimos tudo para os três primeiros dias... Mas, e os outros?

Ela trabalhou matemática, e eu investi no português: Ela com os conjuntos, pinturas com tinta, giz de cera (até porque tinha mais tempo com eles que eu) e eu com sondagem, lista de palavras seguindo as iniciais em ordem alfabética e reforço dos nomes. Eram 30 minutos de atividade, não poderia, nem se quisesse, me estender.
Não demorou muito para descobrir que a V. entraria de licença, também, mas não por saúde, mas porque a bebê dela estava prestes a nascer. Minha chance de pegar a sala e poder mostrar serviço. Dia 05/11 me aguardava.

Últimas palavrinhas da prô:
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13/08/2012
Chego na escola para me apresentar e descubro que tenho de assumir sala. É, uma regência de 1 semana. Não tinha nada preparado, estava totalmente perdida. Olhei para aquelas crianças de 5 anos esperando algo de mim e num momento me senti estática. Me apresentaram, demos um bom dia coletivo e nada de alguma ideia surgir em minha cabeça. Recebi ajuda de quem trabalha no mesmo cargo que eu já trabalhei: uma inspetora. Ela me deu uma linha do tempo e disse que era hora do parque. Lá fui, com as mãos trêmulas e me sentindo um peixinho fora d'água. Tentei absorver todas as informações da rotina, linha do tempo e espaço, e entender os projetos da escola de leitura, leitura simultânea e horta. Eram muitas informações! De vez em quando, confesso que até me perguntava: O que é que eu estou fazendo aqui?

Com essa turma, realizei uma atividade da qual tenho orgulho: Li a estória "Festa no Céu" que fala de uma tartaruguinha que foi à uma festa no céu e que na volta caia lá de cima e quebrava o casco em vários pedacinhos. Desenhei uma tartaruga, cortei alguns círculos marrons do tamanho de uma moeda e pedi para que pintassem e colassem os cascos nas tartarugas. As crianças amaram, eu amei e todos ficamos felizes!
Alguns dias se passaram e eu fui me adaptando à rotina. Gatinhando e a rastejos bem lentos, é verdade. A regência acabou, fui para o meu horário oficial: 11h às 15h e precisei me adaptar a uma outra rotina. O ruim deste horário é que pouco tempo passava com as crianças, então, mesmo se eu quisesse, não dava para realizar algumas atividades, que logo me deparava com almoço, escovação e saída, ou entrada, chamada, contagem e almoço, escovação e troca de professores. Sei disso, porque peguei uma outra regência, agora de 8 dias, de uma sala com crianças de 6 anos. Nela me senti um pouco mais solta... Fiz dobradura, ensinei o número 9, dando sequência ao que já estava posto, dei desenho dirigido, músicas infatis e como peguei a época do folclore,  fiz algumas atividades sobre o Saci-Pererê que eles amaram, eu amei e todos ficamos felizes!²
Fazendo um resumo do que se passou neste tempo em que eu apenas estudava a ideia de abrir um blog para contar meu dia-a-dia de professora, os dias se passaram assim: Um professora faltava, eu ia para a sala. Se fiquei 3 dias sem entrar em uma sala, foi muito. Enquanto isso, fui copiando algumas atividades impressas, para ter um acervo para quando eu precisasse.
Final de outubro, uma professora começou faltar com uma certa frequência por questões de saúde, até pegar licença de 180 dias. Eis que surge a minha chance de assumir uma regência grande, até o final do ano. Dia 29 de Outubro eu começaria com a turma 6B, das 11h às 13h e 6H das 13h às 15h.

Últimas palavrinhas da prô:
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Quem me conhece sabe como foi a luta para realizar meu sonho de virar professora. E agora que sou uma, vou contar os meus acertos e tropeços.

Me formei em 2009 enquanto trabalhava como inspetora de aluno e fiquei esperando a chance de poder botar em prática a Pedagogia que aprendi. Foram 33 currículos enviados e nenhuma resposta. Três concursos prestados, três passados, três chamados, dois perdidos e um enfim assumido. Virei professora. Em Agosto de 2012, realizei meu sonho.
Foram 3 anos ouvindo de pessoas mesquinhas e que só desejam o mal para os outros que eu não conseguiria. 3 anos engolindo sapo, 3 anos me reeducando psicologicamente, 3 anos acreditando que a minha fé era muito maior que os agouros dessa gente.
No início de 2012, quando conheci a Rê (adotarei apelidos e/ou nomes ocultos, por uma questão de privacidade, mesmo), colega de cargo da inspetoria, ouvi dela algo que ficou martelando em minha cabeça, simplesmente, todos os dias:

"Este é o ano da colheita. Tudo o que você plantou até aqui, irá colher. Tenha fé".

Pode parecer clichê para alguns, mas depois de alguns anos acreditando "sozinha", depois de tanto esperar, e depois de ouvir de um sindicalista que não haveria mais chamadas do concurso, essas 3 frases, essas únicas 3 frases, me fizeram acreditar que eu estava prestes a colher o meu fruto: virar professora.
Qual não foi minha surpresa, em julho de 2012, quando vi o meu nome na correspondência de convocação do concurso... Quis esfregar na cara de todos que disseram que eu não conseguiria, de todos que por mais que desejassem isso para mim, não acreditavam que seria tão logo, de todos que disseram para que eu perdesse a esperança... mas, não fiz nada disso.
Fiquei feliz, agradeci a Deus, respirei fundo, e segui em frente. Aprendi que felicidade a gente não demonstra para quem só enxerga o mundo de forma triste. Coincidentemente, entrei de férias como inspetora no mesmo período. Me despedi de todos, curti as férias e já me considerava pronta, muito embora a ansiedade fosse minha maior aliada no momento. E assim, eu fiz. Dia 13 de Agosto, fui para a minha nova escola me apresentar como nova professora de lá...

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